21 outubro, 2009

vagas

Grande cidade, amiga de ninguem, mas conheces a todos
Poucas vagas para quem chega
Ei você, chegaste agora aqui?
Que achas de ir devagar nos passos?
Que achas de divagar com sua mente?

Cuidado transeunde, você parece mover-se muito rápido
Esbarrar em pessoas pode parecer normal por agora
Mas depois isso começa a doer muito
Pois sentimos faltas dos abraços fratenos, amigos sinceros

A grande cidade separou os corações
Mas a culpa não foi dela
Foi de quem se deixou levar pela esteira fervilhante
A esteira que te leva

E eu andando sozinho devagar, deixo agora, meu cérebro divagar
A toa, mudo de rua, rio sozinho, pois imagino um ribeirão de luzes
Me escureço para não escarnecer mais

Tudo aqui na grande cidade parece me expulsar
Mas foi aqui que criei coragem e comecei a pulsar
Foi aqui que me libertei de tudo, aos poucos tive certeza
Que lá no começo, eu estava realmente certo do que seria
Do que me faria bem.

2 comentários:

Marcelo Mayer disse...

a cidade me tirou o ar

Camila disse...

Deixei uma resposta para o seu comentário no meu blog.

viajei, me senti lá.