É duro sentir na pele um monte de emoções ao mesmo tempo
Mas é assim que sinto a vida nos dias de hoje
Voltar para casa todos os dias me dilacera o peito
Isso nao me parece mais um lar
A casa está sendo desconstruída
Assim como minha vida, aos poucos vai sendo desmontada
Outrora eu teria desmoronado
Mas agora, vou removendo tijolo a tijolo
Pra ver o que é que fica
Pra ver do que realmente sou feito
Entender direito, aquilo que quero ser
Nasci de novo, sou uma criança
Não sei de nada, não sei respostas
Estou aqui para aprender com todos vocês
Amigos e irmãos
Vou cuidadosamente tirando de mim a massa corrida
Lentamente raspando entre os pequenos vãos
Para descolar os tijolos que me compõe
Delicadamente os retiro e guardo ao lado
Se alguem quiser, eu dou meu material
Empresto, com gosto, tudo que tenho foi adquirido com carinho
Tenho orgulho em saber que plantei muita coisa boas no jardim
E todas essas flores exalam seus aromas pra mim
É duro lembrar que justo da flor que eu mais reguei
E que todo dia estava comigo
Eu recebi os piores cortes de espinho
Agora meu coração, ainda cativo
Busca libertação
Sentimentos contrários entorpecem o dia a dia
Meus olhos marejados veem o mundo
Através de uma película fina, porém opaca
Mas através da desconstrução vou encerrando
Um a um estes sentimentos
E vou juntando outros
Novos, reluzentes, brilhantes
Agora tudo será feito de luz
E eu serei o reflexo de algo maior
Tanto devaneio, quero ver na prática meu bom rapaz!!!
04 Novembro, 2009
coração cativo busca libertação
29 Outubro, 2009
Caminho reto, porta estreita
Ao longo dos tempos muitos se aglomeravam
As massas caminhavam mais juntas e alguns poucos destoavam
Gritavam por meio de palavras escritas, protestos, divergencias
Atraindo assim os olhares daqueles que perdidos, seguiam o fluxo cego
Isso agitou as massas, muita gente quis se revoltar por alguma causa
Custe o que custar, a causa vale mais que a vida
E assim, em vão, muitos foram dizimados
E assim, em vão, muitos serviram de exemplos, para outros poucos
Nessas épocas as massas estavam distantes do conhecimento sublime
Eram considerados brutos e arredios, e assim corresponderam a estes movimentos revolucionários
Absorviam as palavras e as tornavam armas afiadas
Combatentes de um fiel exército, ou burro?
O mundo caminhou nesse ritmo de revolução
Mas hoje chegamos num estágio bem mais avançado
E quem tem olhos para enxergar?
E quem tem ouvidos para ouvir?
A palavra revolução entrou em decadência
A ordem de revolução também, e os resultados são quase nulos
Quando os esforços são empreendidos nesta base de guerra
Caiu o "R", sumiu no chão, foi pisoteado, esquartejado, aniquilado
Virou pó, que alguns ainda insistem em consumir
A queda do "R" significa que devemos deixar o passado para trás
Parar de ter raiva do que já passou e mudar mundo por nós mesmos
Porém, numa maneira individual
Buscar olhar dentro de nós mesmos mais vezes ao dia
E encontrar os causadores do mal dentro de nós mesmos
E parar de apontar dedos em rostos alheios
A transformação agora vem pelo amor
Aquele amor que teremos por nós mesmos
Porém sem egoísmo
Aquele amor pelo próximo
Que começa dentro da própria casa
O peso vai sendo aliviado, um ajudando o outro
Dando tudo de si para flutuarmos no mesmo ambiente
A evolução vai ser mais sólida que qualquer revolução tenha sido
A evolução será ao mesmo tempo íntima, pois trata-se de uma auto reforma
E ao mesmo tempo expansíva, pois por exemplos reais, conversas edificantes
Ela vai sendo espalhada pelo mundo
E a excessão vai virar regra
E a regra, vai ser engolida e deve sumir diante de tanta luz.
26 Outubro, 2009
Chamem a ambulância
Preciso de uma garota injetável
Uma garota heroína
Para me salvar pelas noites
Eu entornei a guria
Tornei a encontrá-la
Desperdicei as chances rapidamente
Com 2 palavras eu dispensei
Aquilo que eu mais queria
E agora tenho 100 anos destilados
24 Outubro, 2009
8 deitado
Para sempre viveremos, de algum modo mudaremos
23 Outubro, 2009
Vagas e Escolhos
Um barco só é um barco depois de deixar o porto
Depois que as amarras forem soltas
E normalmente nós mesmo as retemos presas
E somos o capitão cruel, somos nossos próprios capatazes
Hoje eu me ví em muitos eus
Estava no quarto, comportado
E estava na sala, jogando tudo no chão
E porque eu deveria me podar lá na sala?
Por mal comportamento?
Por medo ou receio de ser outra pessoa?
Nós sempre seremos outras pessoas
Não somos uma obra única e acabada
Quem se vê assim é malacabado
Pois assumir um fim é assumir perfeição
E o fim é apenas um novo começo.
Deixemos as vagas baterem no casco
Não para mostrarem os caminhos
Mas darem algum sentido
E não paremos por breves arranhões feitos por escolhos
Não deixemos a embarcação soçobrar em meio a tanto mar.
22 Outubro, 2009
Solitude
Solitude não significa solidão, não faz doer o coração
Mas é um estágio bem avançado do ser humano
Onde ele consegue amar muitas coisas, mesmo que estejam em estados brutos
E respira a liberdade do bem querer
Eu tento ser solitude, raras vezes consigo, pois acabo me entregando às paixoes mundanas
Não que elas sejam ruins, podem ser muito boas
Mas elas são pesadas e tendem cada vez a se tornarem mais com o tempo
Com o dia a dia do modelo atual
O amor sublime está meio embaçado em meus olhos
Eu vejo, eu quero, mas não sei ainda como alcançá-lo
Apenas sei que ele está no meu futuro, estou trilhando o caminho certo
Alguns galhos me arranham, enfio o pé no barro
Mas sigo limpo novamente, pois os erros são resultados da escuridão em que vivemos
Façamos luz de nossos coracoes para iluminar o caminho
E assim não encontraremos, mas seremos facilmente encontrados
E lá em cima da montanha teremos uma visão
Veremos todas as trilhas que abrimos e passamos
E muitas vezes veremos que demos voltas inúteis
Ou perdemos itens preciosos pelo caminho
Não enxergamos...
Mas, todos chegam ao cume
Cada um a seu tempo
Cada um com sua bagagem.
21 Outubro, 2009
Canção do vento e da minha vida
Agora um poema que me ajuda muito a lidar com a vida, de como conquistar tudo que quero, e de um poeta que me inspira muito.
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Canção do vento e da minha vida
"Manuel Bandeira"
O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.
O vento varria as luzes,
O vento varria as músicas,
O vento varria os aromas...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, de cânticos.
O vento varria os sonhos
E varria as amizades...
O vento varria as mulheres...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.
O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.
vagas
Grande cidade, amiga de ninguem, mas conheces a todos
Poucas vagas para quem chega
Ei você, chegaste agora aqui?
Que achas de ir devagar nos passos?
Que achas de divagar com sua mente?
Cuidado transeunde, você parece mover-se muito rápido
Esbarrar em pessoas pode parecer normal por agora
Mas depois isso começa a doer muito
Pois sentimos faltas dos abraços fratenos, amigos sinceros
A grande cidade separou os corações
Mas a culpa não foi dela
Foi de quem se deixou levar pela esteira fervilhante
A esteira que te leva
E eu andando sozinho devagar, deixo agora, meu cérebro divagar
A toa, mudo de rua, rio sozinho, pois imagino um ribeirão de luzes
Me escureço para não escarnecer mais
Tudo aqui na grande cidade parece me expulsar
Mas foi aqui que criei coragem e comecei a pulsar
Foi aqui que me libertei de tudo, aos poucos tive certeza
Que lá no começo, eu estava realmente certo do que seria
Do que me faria bem.
